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A kiss, un baiser, un bacio
para a terra que o acolheu
.
Assim quis nosso Stefan Baciu
saudar o Rio antigo e seu.

Não muito antigo, mas trintanos
tecem uma quase eternidade.
Entre danos e desenganos,
resta porém a claridade

(ou a penumbra) de lembrar
em surdina dias e gentes,
muito doce, bem devagar.
E as coisas tornam-se presentes.

Jornal e bonde e mortadela
comida à pressa, num minuto.
Contra a sorte cinzamarela,
a Poesia: último reduto.

Praias e ondas do Havaí,
pulsando ao sol e ao vento vário,
não nos tiram Baciu daqui:
carioca ele é, mais que honorário.

Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond

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